Trata-se de um caso concreto e bastante peculiar. Um casal teve a agradável surpresa de descobrir que a mulher estava grávida, motivo de celebração para toda a família!
Tão logo receberam a notícia, começaram as especulações sobre o nome a ser dado à futura criança. Se fosse menina, decidiram, de comum acordo, chamá-la Cláudia.
E assim aconteceu. Pelo ultrassom, descobriram que seria uma menina. Cláudia estava a caminho.
Todo o enxoval foi feito com o nome Cláudia. Pais, avós, tios e amigos, todos chamavam a criança apenas de Cláudia.
Contudo, no momento do nascimento, por a mãe estar acamada, o pai correu para fazer o registro e deu à filha o nome de Ana Cláudia.
Ao receber a notícia, a mãe se sentiu desrespeitada, humilhada e enganada. Caiu em profunda depressão. Abominava o nome dado à filha a ponto de nunca chamá-la pelo nome de registro, ordenando aos mais próximos que também não o fizessem.
O relacionamento do casal começou a se deteriorar. A harmonia desapareceu. Por um ato impensado do pai, a família, recém-formada, estava sob risco de ruína.
Após conversarem novamente sobre o ocorrido, o pai reconheceu o erro e concordou em alterar o nome da filha para Cláudia, como havia sido decidido antes do nascimento.
No entanto, enfrentaram a questão legal da inalterabilidade do prenome. Pergunta-se: estaríamos diante de um caso em que a alteração do prenome seria possível, mesmo sem previsão expressa na lei?